sexta-feira, 2 de maio de 2008

A tese

Entre alguns assuntos, estes dias colhi informações a respeito do que significaria de fato "ao pé da letra". E por que seria "ao pé", e não a qualquer outra parte do corpo? E desde quando letra tem corpo? E, se de fato tem, e se de fato tiver de ser "ao pé", me perguntaram: ao pé de qual? Por que se levarmos ao pé da letra a expressão a que me refiro, diversas perguntas surgirão, e ficaram sem respostas.
Este descabido comentário serve apenas para que a gente pense a respeito daquilo que falamos, sem muitas vezes questionarmos seu fundamento, seu contexto, causando uma séries de "falhas de comunicação". Falhas que podem causar alguns pequenos, porém incorrigíveis problemas.
Quando proferimos palavras, dentro de um contexto, consideramos isso um argumento, uma tentativa de estabelecer uma comunicação. Mas, de fato, se não pensarmos no que dissermos, e simplesmente o fizermos "da boca pra fora", até porque da boca pra dentro seria impossível, não teremos tempo para explicar o que gostariámos de dizer.
Por exemplo, quando alguém, tentando corrigir-se diz: mas não era isso que eu queria dizer!-pergunto-me então: Por que deu-se o trabalho de fazê-lo? Quem diabos diz o que não gostaria de dizer? Portanto, se queres dizer algo, pense antes de abrir a boca. Tudo o que dissermos poderá um dia, ser usado contra nós. Não me eximo deste tipo de "deslize", nenhum de nós está livre disso. Apenas, se pensarmos um pouco antes de falar, talvez poderemos diminuir a frequência deste tipo de acontecimento, melhorando o fluxo de nossa comunicação.

"Às vezes é melhor ficar quieto e deixar que pensem que você é um idiota, do que abrir a boca e não deixar nenhuma dúvida ."

Nenhum comentário: